Imperfeitos
Depois de três anos vivendo longe do Brasil fico pensando se me internacionalizei ou não. Consigo hoje me imaginar vivendo em qualquer lugar que tenha um centro de pesquisa onde eu possa trabalhar. Minha crença de que o ser humano não é lá tão criativo e que não importa de onde venhamos somos basicamente a mesma coisa, é ainda mais forte.
Há diferenças, claro que há, mas há muito mais semelhanças. Triste concluir desse modo, mas no fim da história o que acaba importando mesmo é o umbigo de cada um. Queremos mesmo é ser amados, aceitos e admirados pelos que estão em volta. Resta saber pelo que queremos ser lembrados.
Embora nossa condição humana seja a própria definição da imperfeição, ficamos na eterna luta para achar algo perfeito em nós. Então olho em volta e vejo muita gente numa tentativa alucinada de se tornarem heróis. Com o passar dos anos os heróis e heroínas se tornam pobres figuras decadentes.
