Reminiscências

Sábado, Janeiro 31, 2009

Caminhos

Fiquei me perguntando sobre o motivo de as pessoas quererem tanto encontrar a "outra metade", como se algo estivesse faltando. Encontrei uma provável resposta nas páginas do livro "Uma nova visão do amor" de Flavio Gikovate. Ainda não terminei o livro mas percebi que concordo com o autor.

Relacionamentos entre pessoas opostas que buscam se completar estão fadados a darem errado. Somente duas pessoas parecidas e que conseguem viver bem sozinhas conseguirão se relacionar bem. O caminho é conhecer-se bem, amar-se como se é para então poder se relacionar bem.

Estou ainda no primeiro passo, conhecendo-me, mas estou disposta a ir adiante por este caminho. Parece que a estrada de saber de si antes de saber do outro é mais segura, é nela que quero continuar.

Domingo, Janeiro 18, 2009

O piano

O piano é o instrumento que melhor me traduz enquanto que o violão e a guitarra são os que mais admiro. Algumas vezes o que era escuridão se torna luz depois de um pouco de piano. As partitas de Bach dão cor a dias cinzentos. A partita #2 tocada por Glenn Gould dá cor e alegria a um domingo que podia ser melancólico.


Sexta-feira, Janeiro 16, 2009

That thing called love

O que é o amor? O que me vem antes de qualquer outra coisa é que o amor nos faz humanos. Ao amar aceita-se o outro tal como ele é. Nenhuma condição é imposta. Ama-se simplesmente.

Acho estranho que se coloque qualquer condição para o amor, do tipo eu te amo mas ... Se amo, amo mesmo: em qualquer condição social, em qualquer condição de saúde (o cidadão pode ser HIV positivo, se amo, amo), em qualquer situação.

Não sou santa, nem livre de qualquer apego, mas sei que o amor pleno aceita. Aceita mesmo. Quer estar perto para crescer junto e não para procurar uma parte que falta. Até porque não falta parte nenhuma em ninguém, está tudo aí, olha e vê.

E quem ama mostra quem é, todas as fragilidades, sem medo. Porque quem ama, antes de mais nada, já aprendeu a se amar.